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Sem medo de desafios
11/04/2018
Revista Você SA
Paulista de Assis, Renata Campos, de 40 anos, sempre gostou de fazer movimentações ousadas em sua trajetória profissional, desde a época em que era estudante de bioquímica na Universidade de São Paulo e resolveu estagiar na área comercial. “Era totalmente incomum, quem não estava na academia atuava em pesquisa e desenvolvimento nas empresas, mas eu queria aprender coisas diferentes", diz Renata. Essa ânsia pelo novo foi o que a fez aceitar uma vaga na Takeda, companhia japonesa dona das marcas Eparema e Neosaldina, na qual está há 13 anos. Em sua bagagem na farmacêutica, estão expatriações para Turquia e Argentina que a prepararam para seu grande desafio atual: a presidência da operação brasileira. “Minhas grandes preocupações são deixar um legado e uma equipe preparada para perpetuar os bons resultados da empresa, que cresceu 14% em 2017.”

Sua carreira corporativa começou na área comercial. O que atraiu uma bioquímica para esse setor?
Eu tinha duas opções no último ano de faculdade: ou continuava na academia, onde tinha feito um projeto de iniciação científica bem-sucedido, ou então ia para o mercado. Escolhi a segunda opção porque queria coisas novas e não gostava muito de ficar sozinha no laboratório. Foi quando surgiu uma vaga de estágio na Sintofarma, na área comercial. Minha função era realizar a ponte entre a parte técnica dos medicamentos e a força de vendas. Eu me apaixonei. Permaneci cinco anos lá até ser convidada para vir para a Takeda na gerência de produtos.

O que a fez mudar de empresa?
Estava com a sensação de que tinha lido apenas um livro. Queria aprender mais, ou fora do país, ou em outra companhia. O convite surgiu e estou na Takeda há 13 anos.

Qual o segredo dessa relação longeva?
A oportunidade de aprender e de ser desafiada constantemente. Foi assim, por exemplo, quando me convidaram para gerenciar uma das maiores unidades de negócio da companhia, a força de vendas, em que eu tinha 380 pessoas no meu time. E também quando me chamaram para assumir a gerência-geral na Turquia e tocar uma operação de expansão no país. Mas a empresa dá abertura para todos os profissionais negarem os convites, caso não faça sentido para eles. Eu mesma, antes de ir para a Turquia, tinha dito dois “nãos”. A Takeda entende que não dá para ter uma ambição profissional desalinhada de seus objetivos pessoais e respeita a decisão.

Como foi sua experiência como gerente-geral na Turquia?
Foi a mais rica da minha vida. Não sei se tenho uma visão muito positiva do mundo, mas não senti nenhum preconceito — mesmo sendo mulher, brasileira e não falando uma palavra de turco. Quando você vai para outro país, tem de estar de cabeça aberta para o novo, tentar não ficar saudoso de seu país de origem e mudar o pensamento. Nada do que eu fazia no Brasil daria certo na Turquia, pois o mercado de medicamentos é diferente do nosso: 100% baseado em reembolso governamental. Deixei o país depois de um ano e meio e preparei uma sucessora mulher (e turca).

Depois disso você foi para a Argentina. Qual era o desafio lá?
Ser gerente-geral para a América Latina e liderar presidentes de cinco países: Equador, Peru, Colômbia e Venezuela. Foi muito rico, pois tive de influenciar grandes executivos, pensar a estratégia coletivamente, cuidar da sinergia entre os países e lançar novos produtos.

O que a deixa mais feliz como líder?
Trabalhar com pessoas que são melhores do que eu. Esse é meu lema de vida. Muita gente diz que tem de admirar o líder, mas eu tenho de admirar os liderados. Não me sinto ameaçada, pelo contrário. Sempre me cerco de pessoas que me complementam, e isso me ajuda a evoluir.
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